sexta-feira, 30 de outubro de 2009
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Exigências da Vida Moderna
EXIGÊNCIAS DA VIDA MODERNA
Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro.
E uma banana pelo potássio.
E também uma laranja pela vitamina C. Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes.
Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água. E uriná-los, o que consome o dobro do tempo.
Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão). Cada dia uma Aspirina, previne infarto. Uma taça de vinho tinto também. Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso. Um copo de cerveja, para... não lembro bem para o que, mas faz bem. O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber.
Todos os dias deve-se comer fibra. Muita, muitíssima fibra. Fibra suficiente para fazer um pulôver.
Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente. E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada. Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia...
E não esqueça de escovar os dentes depois de comer. Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da laranja, das seis refeições e enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax. Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia.
Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia, mais as cinco comendo são vinte e uma.
Sobram três, desde que você não pegue trânsito. As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia. Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meia hora (por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a voltar, ou a meia hora vira uma).
E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar delas quando eu estiver viajando.
Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia para comparar as informações.
Ah! E o sexo! Todos os dias, tomando o cuidado de não se cair na rotina. Há que ser criativo, inovador para renovar a sedução. Isso leva tempo - e nem estou falando de sexo tântrico.
Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e espero que você não tenha um bichinho de estimação. Na minha conta são 29 horas por dia.
A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo tempo! Por exemplo, tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os dentes. Chame os amigos junto com os seus pais. Beba o vinho, coma a maçã e a banana junto com a sua mulher... na sua cama.
Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um Danoninho e se sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésio.
Agora tenho que ir.
É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir ao banheiro.
E já que vou, levo um jornal... Tchau!
Viva a vida com bom humor!!!
Luiz Fernando Veríssimo
terça-feira, 15 de setembro de 2009
sábado, 12 de setembro de 2009
O valor de um Professor!

Complementando o Post abaixo,
Nosso digníssimo Governador, oferece o tratamento já visto abaixo a nossos professores.
Vamos falar apenas dos professores, por enquanto, para não falar da condições das escolas, que nos renderiam outros "500". Pois bem, a começar pela remuneração, que chega a ser praticamente uma piada, para o profissional responsável pela cidadania, a base de uma sociedade, ser tratado como vem sendo atualmente, não é preciso bola de cristal para sabermos o futuro de nossas crianças sem o profissional da educação.
O professor, como qualquer outro ser, necessita de um tempo para atualizar-se, precisa de uma formação continuada, deve continuar a estudar, tem de ter tempo hábil para isso, o que nas condições atuais não são possiveis, pois não existe um planejamento do governo para tal, e mesmo que o professor queira fazer tal coisa por conta própria, como seria possivel com o salário atual que não passa de R$ 700,00 reais?! Afirmar que o professor é um ser em extinção em nosso estado não é nenhum absurdo. O mais incrível em meio a tudo isso é, que o investimento que não é feito no profissional da educação, é empregado na compra de materias para o combate ao tráfico, entendam, aos materias (armamentos) e não ao material humano como políciais, querem exterminar o tráfico e seus "meninos", quando na verdade a violência é apenas efeito de uma causa já conhecida por todos, se nosso dignissimo governador ao invés de comprar helicópiteros blindados, "caveirões" maiores, melhores e mais resistêntes, torrando uma fortuna em equipamento bélico para enfrentar com armas o que na verdade poderia ter sido combatido com livros. Acho que o combate em comunidades carentes com livros, é menos lucrativo e mais demorado que o combate com fuzis, é o que nos parece, tanto que os investimentos em segurança crescem absurdamente, as empresas de segurança privada crescem de forma incontrolavel, é lamentavel que segurança seja vista apenas como um negócio enquanto que educação seja vista como filantropia, quando na verdade os dois são obrigações do estado em prover-los, e são um consequência do outro, enquanto a causa não for combatida o efeito vai fazendo vitimas em maiores proporções.
Que possamos entender que combate a criminalidade tem inicio com livros e não com armas, e as mesmas armas que são uma incoerências estão sendo usadas contra os próprios professores, o que não faram com o menino que não teve a oportunidade de ter um livro em suas mão, mas que com certeza, terá uma bala em seu peito, será mesmo necessário este equipamento todo para enfrentar crianças? o que seria mais justo contra estas, o "homem de preto" ou o livro?

VS

=

Sr. Governador, não precisa ser gênio para perceber essa discrêpancia, o povo não é burro, assim como sabemos que o Sr. não é, portanto faça essa simples analise, que qualquer um "pequeno brasileiro" é capaz de perceber.
"Para que exportar comida, se as armas dão mais lucros na exportação"
"Renato Russo"
"Livro pra comida prato pra educação"
Hebert Viana"
Professores Marginalizados

Ontem o Rio de Janeiro viu a coroação da política de educação de um demagogo e despreparado. Assim como outros que o antecederam, Sérgio Cabral prometeu assumir o cargo garantindo melhorias nas escolas; valorização dos professores e demais profissionais ligados à educação e, essa tão desejada valorização, passaria pela óbvia melhoria salarial. Exatamente a mesma promessa que ele fez aos profissionais da segurança pública.
Da mesma forma que não cumpriu o que prometeu aos policiais; nosso governador nega aos professores o que, segundo suas palavras em um documento assinado, era “líquido e certo” em seu governo.
Infelizmente, triste é quem se iludiu com o discurso de um político que se elevou no cenário carioca apresentando e aprovando leis (que sabia serem inconstitucionais), apenas para lucrar politicamente (como foi o caso dos remédios gratuitos para idosos). Alguém que presidiu a Câmara dos Deputados e apoiou de perto dois dos governos mais acusados de sujeiras e irregularidades que o Estado já viveu: Os governos Garotinho e Rosinha. Triste e infeliz é quem pensou que um dos senadores mais omissos da história do Congresso Nacional trabalharia com afinco em prol de categorias tão vitais como professores e policiais.
O resultado culminou num confronto entre duas classes completamente abandonadas e relegadas a um plano inferior nos projetos do governo estadual e que possuem um papel fundamental na sociedade. O que se viu ontem foi resultado da ordem direta de alguém que se diz democrata e que, nos bastidores, age como um déspota prepotente e arrogante.
Valorizar os professores não é conceder-lhes um aumento salarial que, em seis anos, representará pouco mais de 1% em seus vencimentos. Valorizar os professores não é dizer que a Constituição limita os investimentos na educação a 25% das verbas enquanto investe várias vezes mais em publicidade pessoal, ocupando canais de televisão, jornais e todos os meios de comunicação com matérias pagas, a peso de ouro, para “mostrar ao mundo” as suas “realizações”.
O confronto ocorrido ontem, entre professores e policiais, demonstra claramente o valor que o governador confere a essas duas classes. A primeira é tratada como marginal e submetida ao vexame da humilhação pública, simplesmente porque cobra uma promessa feita pelo próprio governador em um documento assinado com grande estardalhaço durante a campanha eleitoral (alguma novidade?). A segunda se submete às ordens absurdas de atacar uma manifestação ordeira e não violenta na vã tentativa de mostrar-se ativa e subserviente para conseguir o que também lhe foi negado.
Se analisarmos bem o referido documento (leia abaixo); veremos que Cabral manda “uma letra” aos professores que não foi compreendida por eles à época. No penúltimo parágrafo, Cabral antecipa: “Não tenho compromisso com ninguém…”
O governador esquece (e os políticos brasileiros em geral) do fato de que professores mal pagos e escolas sucateadas são o ambiente propício para a criação dos verdadeiros marginais que deverão ser combatidos no futuro e o enorme prejuízo que essa violência feroz e sem fim causa aos cofres públicos e as vidas de milhões de pessoas. Um futuro que acontece a trinta anos em nosso estado ininterruptamente. Afinal de contas, o “agora” é o futuro de um momento em que se concluiu que escolas de qualidade e de tempo integral nas favelas e nas comunidades carentes eram “coisa de maluco” e “um gasto desnecessário”. No hoje, que é o futuro do ontem, constatamos que aquelas crianças largadas nas comunidades e nas áreas conflagradas, durante boa parte do dia para que se economizassem “uns cobres”, estão nos morros dispostos a matar e a morrer com fuzis e armas de guerra (isso é claro, as que sobreviveram todo esse tempo) infernizando a vida dos cidadãos de bem e levando prejuízo e caos a economia de bairros inteiros.
Comete-se agora o mesmo erro do passado. Nega-se a valorização e o salário digno aos formadores de mentes e, ao invés do diálogo, lhes é oferecido o chicote. O futuro de hoje será como o futuro de ontem: um momento de dor e de desespero de uma população que está cansada de dar abrigo a oportunistas e a políticos que enxergam o Estado do Rio de Janeiro apenas como um trampolim para suas ambições maiores ou simplesmente como um organismo a ser parasitado para que enriqueçam facilmente.
E, o pior de tudo, com as bênçãos da grande maioria iludida e alienada dessa mesma população.
Pense nisso.
Lembre-se disso nas próximas eleições e faça com que os deputados saibam que você se lembrará.
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Este material como um todo foi do blog http://www.visaopanoramica.com/2009/09/09/marginais-professores-e-o-sepultamento-do-futuro/












